sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Thomas Edison

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Thomas Alva Edison (Milan, Ohio, 11 de Fevereiro de 1847West Orange, Nova Jérsei, 18 de Outubro de 1931)[1] foi um inventor e empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os princípios da produção maciça ao processo da invenção.

Em sua vida, Thomas Edison registou mais de 1000 patentes,[1] sendo amplamente considerado o maior inventor de todos os tempos. Não apenas mudou o mundo em que vivia, suas invenções ajudaram a criar outro muito diferente: este em que vivemos hoje. O fonógrafo foi só uma de suas invenções. Outra foi o cinetógrafo, a primeira câmera cinematográfica bem-sucedida, com o equipamento para mostrar os filmes que fazia. Edison também transformou o telefone, inventado por Alexander Graham Bell, em um aparelho que funcionava muito melhor. Fez o mesmo com a máquina de escrever. Trabalhou em projetos variados, como alimentos empacotados a vácuo, um aparelho de raios X e um sistema de construções mais baratas feitas de concreto. Acima de tudo, foi ele quem ajudou a trazer a civilização da Era do Vapor para a Era da Eletricidade.

Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e científico encontra-se a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o cinescópio ou cinetoscópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos precursores da revolução tecnológica do século XX. Teve também um papel determinante na indústria do cinema.

Biografia

Thomas Alva Edison nasceu numa família da classe média, a 11 de fevereiro de 1847,em Milan Ohio, EUA. O pai, Samuel Edison, canadense de origens holandesas, usa a mão ao que pode: vende bugigangas, é marceneiro, carpinteiro, negociante de imóveis. A mãe, Nancy Eliot Edison, ex-professora canadense, tem a cargo sete crianças, das quais três falecem ainda pequenas. Thomas é o mais novo, e, por isso, sua mãe lhe dedica especial atenção.

Em 1853 , a família mudou-se para Port Huron. Na escola, a única da cidadezinha, o rapaz tinha problemas. Seu professor, o padre Engle, dizia que ele "tem o bicho no corpo, que é um coça-bichinhos estúpido, que não pára de fazer perguntas e que lhe custa a aprender". Além disso, o garoto recusava-se a fazer as lições. Vão-se três meses de aulas e Thomas Edison deixa a classe. Nunca mais voltaria a freqüentar uma escola. A mãe toma a seu cargo a educação do menino e ele, por seu lado, aprende o que mais lhe interessa. Acaba por devorar todos os livros da mãe com temas sobre ciência. Monta um laboratório de química no sótão e, de vez em quando, faz tremer a casa.

Arranja, entretanto, um emprego como ardina no comboio que faz a ligação entre Port Huron e Detroit. Vende jornais, sanduíches, doces e frutas dentro dos trens. O guarda da estação local deixa-o guardar os doces e os jornais num vagão vazio. Sobrava tempo para leituras e para experiências no laboratório que, sorrateiramente, Edison havia instalado num dos vagões (certa vez, o vagão pegou fogo devido às experiências que lá empreendera). Agravam-se os problemas que tem com os ouvidos e ele fica surdo.

Aprendeu o código Morse e construiu telégrafos artesanais. Havia mais tarde de apelidar como "Dot" (ponto) a filha e "Dash" (traço) o filho. Frequentava um curso e tornanava-se telegrafista na terra natal. Mas, como não dispensa a companhia dos instrumentos, provoca outro acidente e quase faz explodir o gabinete.

Durante cinco anos trabalhou por toda a parte. Aproveitou um emprego que tinha, à noite, para se entreter com as suas engenhocas. Para evitar surpresas (às vezes mete-se a dormir), inventa um sistema elétrico que envia de hora a hora um sinal aos vigilantes. Inventa também uma ratoeira elétrica para caçar os ratos no quarto da pensão.

Edison registrou seu primeiro invento - uma máquina de votar, pela qual ninguém se interessou - quando tinha 21 anos. Muda-se para Nova Iorque em 1869 para se estabelecer como inventor independente. Chega esfomeado e sem dinheiro. Dois anos mais tarde, inventou um indicador automático de cotações da bolsa de valores. Vendeu-o por 40 mil dólares e ainda assinou um contrato com a Western Union, situação que lhe permitiu estabelecer-se por conta própria em Newark, subúrbio de Nova York.

No Natal de 1871, casou-se com uma jovem de 16 anos, Mary Stilwell, uma de suas empregadas, que era perfuradora de fitas telegráficas. Ele a pediu em casamento batendo uma moeda em código morse. Diz-se que, terminada a cerimônia, o noivo esqueceu as núpcias, enfiou-se na oficina e de lá só voltaria de madrugada. Mary morreria doze anos depois, de febre tifóide. Edison se casaria mais uma vez, com Mina Miller. Nos dois casamentos, teve seis filhos, três de cada um.

Em 1876, já famoso, a grandeza de seus recursos e a amplitude de suas atividades motivaram a construção de um verdadeiro centro de pesquisas em Menlo Park. Era quase uma cidade industrial, com oficinas, laboratórios, assistentes e técnicos capacitados. Nessa época, Edison chegou a propor-se a meta de produzir uma nova invenção a cada dez dias. Não chegou a tanto, mas é verdade que, num certo período de quatro anos, conseguiu patentear 300 novos inventos, o que eqüivale praticamente a uma criação a cada cinco dias.

Em 1877 inventou o fonógrafo. O aparelho consistia em um cilindro coberto com papel de alumínio. Uma ponta aguda era pressionada contra o cilindro. Conectados à ponta, ficavam um diafragma (um disco fino em um receptor onde as vibrações eram convertidas de sinais eletrônicos para sinais acústicos e vice-versa) e um grande bocal. O cilindro era girado manualmente conforme o operador ia falando no bocal (ou chifre). A voz fazia o diafragma vibrar. Conforme isso acontecia, a ponta aguda cortava uma linha no papel de alumínio. Quando a gravação estava completa, a ponta era substituída por uma agulha; a máquina desta vez produzia as palavras quando o cilindro era girado mais uma vez. Thomas Edison trabalhou nesse projeto em seu laboratório enquanto recitava a conhecida canção infantil "Maria tinha um carneirinho" (Mary had a little lamb), e reproduzia-a.

Em 1878, com 31 anos, propôs a si mesmo o desafio de obter luz a partir da energia elétrica. Outros pesquisadores já haviam tentado construir lâmpadas elétricas. Nernst e Swan, por exemplo, haviam obtido alguns resultados, mas seus dispositivos tinham vida bastante curta.

Edison tentou inicialmente utilizar filamentos metálicos. Foram necessários enormes investimentos e milhares de tentativas para descobrir o filamento ideal: um fio de algodão parcialmente carbonizado. Instalado num bulbo de vidro com vácuo, aquecia-se com a passagem da corrente elétrica até ficar incandescente, sem porém derreter, sublimar ou queimar. Em 1879, uma lâmpada assim construída brilhou por 48 horas contínuas e, nas comemorações do final de ano, uma rua inteira, próxima ao laboratório, foi iluminada para demonstração pública.

Edison ainda aperfeiçoou o telefone (com o microfone a carvão empregado até hoje), o fonógrafo, e muitas outras invenções. Em conjunto, essas realizações modificaram os hábitos de vida em todo o mundo e consagraram definitivamente a tecnologia. Thomas Alva Edison morreu a 18 de outubro de 1931.

A Lâmpada Elétrica

A invenção da lâmpada elétrica não foi tão original quanto a do fonógrafo. Muitos outros vinham trabalhando sobre essa idéia havia anos. Mas Edison desejava fazer pequenas lâmpadas que pudessem ser usadas no lar e em escritórios.

Em 1879, Edison chegou ao princípio que o levaria com êxito à iluminação elétrica. Passara dois anos pesquisando o filamento que desse boa luz ao ser percorrido pela corrente elétrica. Em sua busca de uma substância perfeita para esse filamento, mandou um agente procurá-la nas florestas da Amazônia, e outro nas florestas do Japão.

Uma noite, Edison estava sentado à escrivaninha, brincando descuidadamente com uma mistura de negro-de-fumo (espécie de resíduo de carvão) e alcatrão. Enrolando-a até convertê-la em um fio, pôs este numa bola de vidro, da qual extraiu o ar. Quando fez passar a corrente elétrica no fio, este brilhou por algum tempo, e depois se queimou e se desfez.

Funcionamento da lâmpada incandescente

Edison achou que a mistura se queimara porque continha ar, e pensou em buscar alguma coisa que não contivesse ar, tal como linha carbonizada, ou seja, uma linha de coser de algodão reduzida a cinza por combustão. Edison pensava que esse fio resistiria à corrente elétrica. Em 19 de outubro de 1879, após muitos insucessos, Edison conseguiu afinal colocar em uma lâmpada um filamento de linha carbonizada, do qual obteve luz de boa qualidade.

Ao alvorecer do dia 20 de outubro, a preciosa lâmpada ainda brilhava, e assim continuou por todo o dia, só vindo a queimar o filamento no dia 21, quando Edison decidiu aumentar a voltagem da corrente. Quando, em 21 de dezembro, noticiou-se a invenção da luz elétrica incandescente por Edison, este passou a ser chamado em todo o mundo o mago de Menlo Park.

O Telégrafo "multiplex"

O telégrafo "multiplex" de Edison era uma adaptação do telégrafo. Criado em 1869, transmitia as últimas cotações da Bolsa de Valores para as impressoras em outros escritórios, através de fios, produzindo também o "tic-tac" quando em funcionamento.

O Fonógrafo e o Ditafone

FonógrafoThomas Edison foi quem conseguiu gravar o som pela primeira vez, em 1877. Ele conseguiu gravar utilizando um repetidor de telefone. Esta máquina gravava vibrações sonoras na forma de entalhes em uma folha de papel passada sobre um cilindro em rotação. Primeiro Edison testou o seu aparelho gritando “alô” no bocal. Quando o papel passou sob a agulha presa a um diafragma, a palavra foi reproduzida.

As gravações de Edison, feitas em folha de lata duravam somente um minuto e eram logo desgastadas pelas agulhas de aço.

O "ditafone" foi um aperfeiçoamento do fonógrafo funcionando como uma "secretária eletrônica" atual. Gravava mensagens recebidas por telefone para serem ouvidas posteriormente. Uma variação deste equipamento permitia a gravação de discursos e memorandos para serem datilografados depois.

O Telefone de Parede

O telefone de parede de 1879, foi inventado por Thomas Edison, que projetou o fone e o receptor. Era preciso girar a manivela enquanto se ouvia. Um toque da campainha indicava chamada de fora ou uma ligação efetuada com sucesso.

O Cinetoscópio

Em 1888 Edison requereu patente para o seu "cinestocópio", aparelho adaptado do "cinematógrafo". Além de imagens eram apresentados também sons gravados simultaneamente. Devido a problemas técnicos, o cinetoscópio não conseguiu a notoriedade desejada. A equipe de Edison, então, passou a trabalhar em outros projetos. O "cinema falado" não começou antes de 1927.

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